O maestro confessa que este momento aconteceu quando percebeu que não era ele que fazia o som, mas sim os músicos da orquestra. "Desviei a minha atenção para a minha função de despertar as potencialidades dos músicos", explica. Benjamin Zander acredita que "este é um modelo fantástico de liderança, quer sejamos pais, professores, gestores ou mesmo um país".

"Todos os maestros têm que pensar em liderança, se estão a ser eficazes no sentido de fazerem a música surgir por parte de quem a toca", sustenta o convidado do Sociedade das Nações. Partindo desta premissa para chegar a um modelo de liderança, Zander diz que bastou "alargar o espectro de modo a incluir outros líderes".

"Uso todas as estratégias e todos os métodos possíveis para minorar o intervalo hierárquico entre o regente e os músicos, equilibrando-o", continua o maestro. Benjamin Zander sublinha que "não se trata de uma democracia". "No final, tenho poder da decisão, mas tenho a soma total de toda a sensatez, experiência, visão e energia de todas as pessoas da organização e isso faz com que com que eles se sintam participantes maiores" revela.

Sobre a arte da possibilidade, Zander explica que se trata de uma disposição mental em que se está preparado para o que vai acontecer. "Na possibilidade não existe sucesso ou fracasso, simplesmente uma possibilidade e está no domínio da invenção, da criatividade, da abertura de espírito em que estamos disponíveis e permitimos aos nossos cérebros criarem e inventarem soluções ou resultados que não estão normalmente disponíveis", concretiza.