
Precisando de mais motivos para consumir Biológico?
A horta comunitária do Monte Abrão, em Queluz (concelho de Sintra) sofreu há uns tempos uma ordem de despejo. O confronto de interesses parece ser muitas vezes o mesmo: a partilha, o cultivo de comida, a ligação à terra e à comunidade versus, a construção em betão, o individualismo, a ganância pelo lucro e pelo esgotamento dos recursos em prol de um desenvolvimento que não dá comida, habitação, …. para tods.
Em Agosto de 2009 soou o apelo à ocupação da ZAD - em Nantes, França, há 40 anos que se lutava contra a construção de um novo aeroporto. A luta local ganha dimensão internacional e torna-se símbolo da resistência ao capitalismo. Em Julho passado, junta pessoas de toda a França e outros países num acampamento para dizer não ao G8 e ao G20.

De um terreno feio e abandonado nasceu uma pequena horta há já mais de três anos. Sem hierarquias nem burocracias, um grupo de pessoas descobriu que gosta de mexer na terra, e de levar couves para casa para o jantar. Agora a horta está a ser ameaçada. Lê a carta aberta aqui.
Nós, hortelões das hortas junto ao bairro 1º de Maio no Monte Abraão, juntamo-nos para reagir à notificação da Polícia Municipal que recebemos a 22 de Novembro e que nos dá trinta dias para retirarmos as hortas, sob ameaça de uma “execução coerciva” e pagamento das respectivas despesas.

No dia 1 de Dezembro declaramos a nossa solidariedade com a população de Rosia Montana que há já 10 anos luta por contra o roubo criminal e expropriação. Rosia Montana é uma vila nas montanhas Apuseni na Roménia, sob ameaça de ser destruída em nome do lucro pela Gabriel Resource's, uma empresa de extração mineira de ouro. Caso venha a realizar-se, a exploração da mina proposta irá destruir a aldeia de Rosia Montana e introduzir a tecnologia de lixiviação de cianeto perigoso, ameaçando os sistemas de água da Roménia, com o potencial de acidentes devastadores.
A Soberania Alimentar na Cooperação Portuguesa, parte 3
O que se perspectiva para o futuro, no que diz respeito quer às políticas públicas, quer à Sociedade Civil?
( Excerto da comunicação feita no colóquio Políticas e Cooperação para a Soberania Alimentar dos Países de Língua Portuguesa no CES)
Apesar de o actual governo já ter tomado posse há 3 meses, o futuro da cooperação portuguesa ainda está por definir. Na verdade e apesar da sua importância objectiva, a política de cooperação em Portugal é política de governo e não política de Estado. Está assim sujeita aos ciclos políticos e respectiva rotatividade partidária, tornando muito difícil o apoio previsível e continuado a um desenvolvimento sustentável.
Entre os dias 4 e 13 de Novembro, a campanha Sementes Livre recebe os a visita dos Seed Savers da Austrália, Michel e Jude Fanton (ver o programa e mais info em http://gaia.org.pt/seedsaverstour).
As iniciativas nesta digressão são muitas e são necessários braços, narizes e sorrisos para a partilha de experiências seja agradável e consistente.
Precisamos de ajuda com as seguintes tarefas:
Entre 27/10 e 2/11: espalhar flyers e cartazes pela cidade
3/11: ajudar no jantar popular onde receberemos os Seed Savers de forma informal. Precisamos também que alguém leve os Fanton ao jantar (pelas 19.30 / 20h). Duas pessoas para a Banca da Campanha.
8/11: ajuda para transporte, preparar e a seguir limpar o espaço da sessão dos Seed Savers na Escola Casa Verdes Anos. Precisamos também que alguém leve os Fanton à escola (chegar lá 15.30). Duas pessoas para a Banca da Campanha.
A Soberania Alimentar na Cooperação Portuguesa
A política de cooperação portuguesa tem sido marcada por falta de definição e orientação. Em 2005 foi elaborada a “Visão Estratégica para a Cooperação Portuguesa”. Nesta, a referência e a respectiva orientação estratégica para a área da Segurança Alimentar é curta e pouco concreta. Ao invés de adiantar soluções, elenca o problema ao sob o título de “Desenvolvimento Sustentável e Luta Contra a Pobreza”