Dívida Ecológica

Intercâmbios Europeus sobre Ecologia

Vários Intercâmbios sobre Ecologia estão prestes a acontecer agora na Europa. Os mais urgentes são o "Homemade Ecology" e o "Who Will Remember Me 4?" (por serem os que acontecem mais proximamente).
Cá vai a informação:

Agosto! Sol, calor, férias e mil e uma oportunidades de se conhecerem
novas pessoas e novas culturas. A Associação Máquina do Mundo não pára durante este mês e traz imensas propostas para ires à Europa a preços inacreditáveis que já incluem viagem, alimentação, estadia, seguro e actividades!
Que tal fazer um pouco de "Homemade Ecology" na Polónia, com materiais naturais e desperdícios? Ou aprender e ensinar danças e outras artes tradicionais na Eslováquia? Também há a hipótese de ir aprender um pouco mais sobre protecção ambiental na Sérvia, de entrar no mundo do fantástico na Polónia ou de saber mais sobre direitos humanos e cidadania europeia à beira mar, em Espanha.

"Homemade Ecology", em Kijaszkowo, Polónia, de 16 a 25 de Agosto
(http://amm-intercambios.blogspot.com/2010/08/homemade-ecology.html)
Ecologia e criação com materiais de desperdício
Custo: 150 euros
Prazo limite de inscrição: 9 de Agosto

Refugiados ambientais, o desafio do século 21

Fonte
Por Roseli Ribeiro - Observatório Eco

refugiadosDiversos países insulares e costeiros poderão desaparecer completamente em razão da elevação anormal do nível do mar. "A situação é bastante complexa, especialmente nos países insulares, porque poderá haver a perda total do território e, consequentemente, terá de ser feita a retirada de toda população para outros países e o reassentamento dessas pessoas", na opinião da especialista Érika Pires Ramos.

Menos gelo nos Andes

andesNotícia retirada de: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/menos-gelo-nos-andes/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

 


A espetacular geleira número 15 do Antisana, uma das fontes de água potável da capital equatoriana, perdeu no mínimo 36% de sua massa original nos últimos 50 anos. O Antisana é um glaciar do ramal oriental da Cordilheira dos Andes, cujos três picos podem ser admirados de Quito em dias claros, pois se encontra na mesma latitude, ao sul da linha equinocial e 50 quilômetros para leste.

Ativos tóxicos e dívidas venenosas

Os ativos que assumem a forma de reivindicação de dívidas que ficarão por pagar foram batizados com o divertido nome de Ativos Tóxicos. Nas folhas de balanço dos bancos, o valor desses ativos terá que ser grandemente reduzido ou suprimido. Do lado da dívida do balanço, as nossas convenções contabilísticas não incluem os prejuízos infligidos ao ambiente. Devemos às gerações futuras uma enorme «dívida em carbono», e devêmo-la igualmente aos pobres do mundo que poucos gases com efeito de estufa produziram.

 

Discurso de ministro equatoriano em Copenhaga exige reparações e oferece iniciativa inédita para justiça climática

Discurso de Fander Falconí em Copenhaga, um dos pioneiros da economía ecológica da América Latina, que foi convidado a ser ministro do governo equatoriano.

O Equador tem uma das propostas mais interessantes e inovadoras nas discussões sobre o clima. Incorpora perfeitamente o discurso da justiça climática e também a questão da dívida ecológica.

A proposta é manter intocadas as grandes reservas de petróleo do Yasuni-ITT, um dos maiores centros de biodiversidade do planeta. Contudo, para abdicar da riqueza económica que essas reservas iriam geram, pede que os países mais ricos paguem compensações económicas (equivalentes a, se não estou em erro, cerca de metade do valor esperado pela extracção do petróleo). Já vários países, como a Alemanha, acordaram em fazer pagamentos anuais para manter estas reservas no solo.

(original em http://www.mmrree.gov.ec/2009/discurso_copenhague.asp)

DISCURSOS DEL MINISTRO DE RELACIONES EXTERIORES, COMERCIO E INTEGRACIÓN

Discurso del Ministro de Relaciones Exteriores,
Comercio e Integración del Ecuador Fander Falconí
COP15 Cambio Climático
Copenhague, diciembre 2009

O eco-capitalismo

Uma viagem de avião inicia-se com a submissão a um repertório de indignidades: o passageiro é semi-despido, descalçado, apalpado.

Quem se sujeita a isto também aceitará com docilidade ser pesado. É essa a conjectura da ‘low-cost' Ryanair, que vê uma oportunidade para introduzir uma estrutura de preços mais lucrativa, discriminando a tarifa em função do índice de massa corporal dos passageiros e justificando-se com argumentos ambientais. Num inquérito promovido pela companhia, mais de 40% dos inquiridos mostraram-se favoráveis à ideia.

Portucel eucaliptiza Moçambique

Portucel negoceia compra de 200 mil hectares em Moçambique para plantar eucaliptos

As negociações, além da enorme área florestal em áreas como Manica e Zambézia, envolvem ainda a produção de pasta e, numa fase posterior, de papel.

O grupo Portucel-Soporcel está a ultimar as negociações com o Governo moçambicano para adquirir 200 mil hectares de terrenos (equivalente à área de 200 mil estádios de futebol) para plantar eucaliptos, junto dos quais irá edificar também uma fábrica de pasta de papel.

Segundo afirmou ao PÚBLICO a primeira-ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, já foram localizadas terras que preenchem cerca de dois terços das necessidades da empresa portuguesa nas províncias de Manica e da Zambézia, a norte de Maputo.

Fonte: Público, 11-11-2009

Cientista pioneiro do aquecimento global critica business as usual de Copenhaga e Quioto

Considera ser o desafio moral do século: a luta contra as alterações climáticas. James Hansen, um dos mais eminentes estudiosos do clima, o homem que alertou para os perigos das alterações climáticas muitos anos antes de Al Gore abrir os olhos ao mundo com o seu documentário “Uma Verdade Inconveniente”, falou ao “The Guardian” nas vésperas da cimeira de Copenhaga. E o que tem a dizer não é agradável. Hansen diz que é preferível que a cimeira redunde em fracasso, dado que o ponto de partida é profundamente defeituoso. Mais valia começar tudo do zero, argumenta.

Hansen opõe-se veementemente aos esquemas de compra e venda de emissões de CO2 para a atmosfera entre nações

“Preferia que não acontecesse [um acordo em Copenhaga], se as pessoas aceitarem a cimeira como sendo a ‘via certa’, em vez de a ‘via do desastre’”, indicou Hansen, que dirige o Instituto Goddard para os Estudos Espaciais, da NASA, em Nova Iorque.

EPAL coopera com empresa israelita hidropirata e "silencia" colaboradora

A EPAL e a companhia israelita Mekorot, acusada de violação do Direito Internacional, tornaram-se parceiros desde Abril deste ano, para elaborar um plano de prevenção de um ataque terrorista à água potável na região da grande Lisboa. O Comité de Solidariedade com a Palestina pediu à EPAL que reconsiderasse esta parceria, denunciando o roubo sistemático dos recursos hídricos do povo palestiniano, mas esta rejeitou o apelo. Fontes palestinianas consideram esta parceria imoral.

Israel tem vindo a apropriar-se sistematicamente dos recursos hídricos palestinianos, pela mão da companhia Mekorot

O projecto de cooperação entre a empresa nacional de águas de Israel, a Mekorot e a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) começou em Abril deste ano, tendo como objectivo a elaboração de um plano para a redução dos riscos de um ataque terrorista implementando um alto nível de preparação para eventuais crises da água. A empresa portuguesa segue as recomendações da Mekorot que poderão ser lidas no seu próprio site, enunciadas pelo seu presidente, Eli Ronen: “O evento do 11 de Setembro de 2001 trouxe um desenvolvimento substancial de uma sensibilização, propagada pelo mundo ocidental, para o perigo nos sistemas de água trazido pelos terroristas. Os sistemas municipais são os mais vulneráveis aos ataques terroristas”.

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