"A revolta é onde a leviandade e o rigor se encontram: uma conversa sobre alegria, auto-organização das lutas e insurreição. A ideia é agirmos, mas com outros. Deixando de esperar pelos outros para o fazermos e, deixando de o fazer como se os outros não importassem. Esta tentará ser uma conversa de clarificação, de conceitos, de ideias, de experiências.

Durante os últimos 3 anos a Coal Action Scotland lutou contra a maior empresa de extracção de minérios a céu aberto no Reino Unido, para tentar impedir a expansão na extracção de carvão, numa região já muito afectada por esta prática. Usando uma variedade de tácticas incluindo acção directa (em forma de ocupações, bloqueios e sabotagem), o trabalho em comunidades afectadas pelas minas e solidariedade internacional com lutas semelhantes às nossas, atacaram-se as companhias e políticos responsaveis.
Castor: Wir stellen uns quer - Nós Atravessamo-nos
O próximo Jantar popular, dia 17 de Novembro é sobre o Castor. Castor em alemão significa as caixas onde são transportados os resíduos nucleares. E neste contexto, o Castor é o nome que se deu ao "comboio" que transporta os resíduos nucleares que vêm da Franca para a Alemanha.
From Profs Giorgos Kallis and Joan Martinez-Alier
Sir, Christopher Caldwell, in “Décroissance: how the French counter capitalism” (October 15), refers correctly to Nicholas Georgescu-Roegen as an intellectual hero of the degrowth (décroissance) movement, but qualifies him wrongly as a “utopian thinker”. Far from a utopian, Georgescu-Roegen (1906-1994) was a distinguished fellow of the American Economic Association and a professor of economics at Vanderbilt, holding a PhD in statistics from the Sorbonne and a degree in mathematics from his native Bucharest. As a Rockefeller scholar at Harvard he worked closely with notable economists Joseph Schumpeter and Wassily Leontief. Paul Samuelson called him a “scholar’s scholar, an economist’s economist”.
Décroissance: how the French counter capitalism
By Christopher Caldwell
Transcripted, without permission, from The Financial Times
Centenas de pessoas de toda a Europa vão estar durante dez dias em Rosia Montana, Roménia, para "reivindicar o campo", num acampamento internacional de solidariedade sem precedentes. Começa hoje o Reclaim the Fields 2011.
Há dez anos que está em marcha o plano de, em plena Transilvânia, na Roménia, fazer a maior mina a céu aberto de toda a Europa. Às mãos de uma multinacional canadiana, desaparecerá a aldeia de Rosia Montana, quatro montanhas, centenas de quintas e florestas. Onde hoje existe uma povoação histórica, com dois mil anos, uma paisagem deslumbrante e estilos de vida em comunhão com a natureza, ficará um buraco gigantesco – ao ponto de poder ser observado do espaço. Tudo para, às toneladas por dia, alimentar a sede de ouro dos poderosos.
A menos que alguém o impeça. "A comida, a terra, as sementes, a água e conhecimentos indígenas são demasiado importantes para serem considerados mercadorias e centralizados à maneira capitalista", explica-se no apelo do Reclaim the Fields. "Tentamos resistir à lógica do lucro sobre nossas vidas. Tentamos praticar formas alternativas de viver e cultivar em conjunto. Por isso reivindicamos o campo!"
O GAIA Alentejo/ Centro de Convergência anuncia a abertura de duas vagas para Serviço Voluntário Europeu (SVE) em Marraquexe na Associação Al Kawtar. O projecto SVE "Apoio à Mulher com deficiência e valorização do seu saber-fazer" decorrerá entre 01 de Novembro 2011 e 31 de Agosto 2012 (10 meses), no bairro típico da Medina de Marraquexe, em Marrocos.
Todos os jovens interessados deverão enviar o seu CV (com fotografia) e carta de motivação, ambos em francês, para saraserrao [at] gaia [dot] org [dot] pt até domingo dia 18 de Setembro 2011.
A propósito da notícia de hoje no publico comento:
http://economia.publico.pt/Noticia/petroleo-regressa-acima-dos-100-dolar...
Bem-vindos ao pico do petróleo. A partir de agora a procura crescente será maior do que a produção decrescente.
A energia necessária para extrair e usar um barril de petróleo passa a ser maior do que a energia que dele se obtém.
Em termos económicos o preço do petróleo não parará de crescer. Nunca terminará o petróleo mas o seu preço ficará tão alto que as classes pobres e médias deixarão de poder usar a gasolina e o gasóleo.
A inflação será generalizada pois quase todo o comércio está baseado na troca a longa distância com elevados custos de transporte.
Uma crise económica gerada pelo pico do petróleo mostra-nos que vivemos num sistema económico fechado, a Terra, e que a nossa economia depende sempre dos recursos naturais que são a base de qualquer sistema ecológico, social e económico.
Bem-vindos ao pico do petróleo. Passar a depender menos do petróleo parece a única solução.
André Vizinho
Originalmente publicado em http://ingenea.gualter.net
A tentativa de pagar a dívida, ainda que renegociada, poderá vir a figurar entre um dos actos de maior egoísmo da história portuguesa. A narrativa em que assenta esta afirmação não se baseia tanto numa questão subjectiva de legitimidade, mas sim na impossibilidade material do seu pagamento e nas consequências sócioecológicas de tal gesto.
As teorias económicas que sustentam o pensamento político actual, da direita até à esquerda foram concebidas durante um período de expansão económica, associado ao aparecimento de fontes de energia com uma qualidade e intensidade extraordinárias – o carvão e, posteriormente, o petróleo e o gás natural. É a capacidade de utilizar estas energias no processo produtivo que abre espaço à industrialização, assente numa transformação profunda do trabalho e da cultura geral, resultando num enriquecimento da burguesia (cada vez mais ampla) e na expansão espacial do capitalismo.