
Curso de Introdução à Permacultura na Aldeia das Amoreiras
sábado e domingo 14 e 15 de Janeiro
* Ética * Princípios de Planeamento * Observação-acção *
Água, Vegetação e Solos num Plano de Permacultura
Sábado, 7 de Janeiro
Das 9h às 17h
Intervalo para Almoço das 12h às 14h
Temas e actividades:
A ética e os princípios de planeamento da Permacultura
Observar e reconhecer padrões climáticos e geográficos
Interpretar a biodiversidade
Entre os dias 4 e 13 de Novembro, a campanha Sementes Livre recebe os a visita dos Seed Savers da Austrália, Michel e Jude Fanton (ver o programa e mais info em http://gaia.org.pt/seedsaverstour).
As iniciativas nesta digressão são muitas e são necessários braços, narizes e sorrisos para a partilha de experiências seja agradável e consistente.
Precisamos de ajuda com as seguintes tarefas:
Entre 27/10 e 2/11: espalhar flyers e cartazes pela cidade
3/11: ajudar no jantar popular onde receberemos os Seed Savers de forma informal. Precisamos também que alguém leve os Fanton ao jantar (pelas 19.30 / 20h). Duas pessoas para a Banca da Campanha.
8/11: ajuda para transporte, preparar e a seguir limpar o espaço da sessão dos Seed Savers na Escola Casa Verdes Anos. Precisamos também que alguém leve os Fanton à escola (chegar lá 15.30). Duas pessoas para a Banca da Campanha.

A Aldeia das Amoreiras está agora mais rica e mais sustentável pois tem mais uma máquina para utilização colectiva que permite triturar /destroçar os resíduos verdes das podas das árvores e jardins públicos e transforma-los em estilha / serradura.
Porquê triturar os resíduos verdes?
Reclaim the Fields é uma constelação de indivíduos e projectos colectivos dispostos a voltar ao campo e recuperar o controlo sobre a produção alimentar. O movimento define-se como um colectivo não-hierárquico de camponeses, futuros camponeses sem acesso à terra e qualquer pessoa envolvida em criar alternativas ao capitalismo através de iniciativas cooperativas, colectivas e autónomas, defendendo práticas reais de produção em pequena escala, ligando teoria e prática através de acções locais que respondem directamente aos desafios das actuais lutas globais.
Cebolas roxas, tomates amarelos e alfaces acastanhadas?
Pode parecer uma salada vista por alguém que padeça de daltonismo, mas tratam-se de variedades agrícolas tipicamente portuguesas, e supõe-se que muitas hajam ainda por descobrir. Guardadas e reproduzidas por apenas um punhado de agricultores, muitas vezes em áreas remotas do nosso país, escondem-se sabores, cores e nutrientes que poucos conhecem.
A agro-biodiversidade é um património que cada vez mais produtores e consumidores querem ver protegido. Para além das diferenças em termos de sabor e nutrição, uma maior variabilidade genética de espécies agrícolas assegura que existam maiores probabilidades de resistência a doenças e mudanças de clima. Tendo em conta que a maior parte da alimentação mundial se baseia apenas em cerca de 12 espécies agrícolas, e que o planeta está cada vez mais exposto a mudanças climáticas e novas estirpes de doenças, urge preservar e acarinhar a enorme diversidade de variedades agrícolas que já existe entre nós.
Dois voluntários do GAIA à descoberta de projectos “irmãos”pela Índia
Navdanya significa “nove sementes” em Hindi, um símbolo da protecção da diversidade biológica e cultural indiana, mas também do direito de guardar e trocar sementes. Trata-se de uma rede de guardiões de sementes e produtores biológicos na Índia, fundada pela conhecida activista e cientista Vandana Shiva. Desde 1987, a organização ajudou a estabelecer 85 bancos de sementes espalhados pelo país e instruiu mais de 500.000 agricultores em agricultura sustentável e soberania alimentar.
A principal unidade de formação de Navdanya é o centro de conservação de biodiversidade e de produção orgânica de Bija Vidyapeeth, no norte do país, um antigo “deserto verde” de eucaliptos, convertido para uma quinta de solos férteis. É para lá que nos dirijimos agora.
Junto da Praceta Luis Verney, na Damaia de Cima, um grupo de vizinhos semeou uma horta num terreno abandonado. Estranhamente, a Câmara Municipal da Amadora, depois de ter esquecido durante anos aquele espaço, vem agora afirmar que pretende despejar a horta. Já foi demolida parte de um pavilhão pré-frabricado que havia no terreno e que os hortelões se preparavam para dinamizar.
O vereador do ambiente da CMA, Gabriel Oliveira (gab.ver.goliveira@cm-amadora.pt) afirmou, em declarações ao Público, que "aquilo é um terreno camarário e isto não é o PREC". Aparentemente, este é o autoritarismo que rege as relações da autarquia com os seus cidadãos, mesmo quando estes vêm apenas resolver problemas com que a Câmara obviamente não tem conseguido lidar.
As hortas urbanas fazem parte da história da cidade de Lisboa e das suas periferias. representam, em casos como o dos hortelões da Damaia, uma relação viva com o espaço público, de empenho comunitário, talvez incomprensivel para quem 'espaços verdes' sejam rotundas relvadas.